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quinta-feira, 30 de junho de 2011

De pequenino se torce o pepino

Dra. Cátia Santos| Psicóloga, área de Psicologia Clínica

Hoje é dia de se falar sobre o impacto da interacção dos pais na vida da criança.

No artigo anterior dei a conhecer um pouco da importância da interacção das crianças, com os pais, para o desenvolvimento das mesmas. Tendo surgido alguma curiosidade e interesse em explorar um pouco mais as diferenças encontradas nas interacções entre as díades, esta semana dedicamos o espaço da Psicologia a um olhar mais cuidado para estas diferenças.

Revisitando um pouco o conhecimento, sabe-se que o ser humano é, por excelência um ser social. O desenvolvimento é realizado através da interacção entre o bebé e o mundo que o rodeia, mediante diferentes modalidades como o olhar, o tom de voz e a fala, assim como o contacto físico, [1] verificadas na díade pai-bebé e mãe-bebé. Mais, os estudos dizem-nos que em termos evolutivos o crescimento ao nível cerebral é intenso e extremamente rápido, até aos 18 meses de idade, sugerindo que a interacção inicial com base em diferentes tipos de padrões de estímulos seja muito relevante. [2]

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um dia não são dias

Dra. Cátia Santos | Psicóloga, área de Psicologia Clínica

Hoje o espaço da Psicologia reserva o dia para a revisão dos textos anteriores e a flexibilização e revolução das ideias e pensamentos.

É feriado e, por isso, a publicação de hoje será colocada para a semana. Como gostamos de aguçar a curiosidade aproveitamos para vos dar a conhecer o tema: interacção do bebé com a mãe e o pai, onde faremos uma pequena reflexão sobre as diferenças entre as duas e importância.

Aproveitamos, igualmente, para abrir a caixa de sugestões para que a encham com ideias para estes textos de quinta-feira dedicados a emoções, sentimentos e pensamentos, assim como temas que gostassem que a Psicologia apontasse o seu foco para lhes dar luz e torná-los mais claros.

Aqui a têm: psicologiaparaflexibilizar@gmail.com

Aproveitem o dia para existir!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Diz-me quem te educa, dir-te-ei quem serás

Dra. CATIA SANTOS | PSICOLOGA, AREA DE PSICOLOGIA CLINICA

Nas últimas semanas debruçámo-nos sobre a família no prisma dos “grandes”, reflectindo sobre tópicos ligados à flexibilização no trabalho e ao equilíbrio entre este e a família. Esperamos que tenham aproveitado as leituras para revolucionar um pouco a mente. Mas agora, hoje, interessam-nos os “pequenos”. Se por um lado, as decisões dos pais relativamente ao trabalho, e à família claro, alteram o seu modo de estar no mundo e de se relacionarem com os outros, por outro lado, as crianças também são transformadas por estas decisões.
A presença dos pais, como pessoas activas e contentoras, nos primeiros anos de vida dos filhos é muito importante, dado que a interacção é imprescindível para o desenvolvimento dos bebés. A partir dos padrões de interacção, o bebé vai desenvolvendo a sua intersubjectividade, fundamental para a criação de uma mente criativa e estimulada, capaz de permitir a aquisição das mais variadas aprendizagens sociais, escolares e, no futuro, profissionais. A interacção mães-bebés e pais-bebés têm alguns pontos em comum, mas na sua essência são muito diferentes. A mãe vocaliza mais, é mais didáctica e a interacção baseia-se na manipulação dos objectos na sua forma convencional, ao contrário dos pais cuja interacção se baseia essencialmente no contacto físico, sendo pautada por brincadeiras imprevisíveis que conferem um aspecto mais estimulante à interacção nesta díade. 1, 2 , 3 Percebemos, deste modo, a importância da existência de um envolvimento forte, e rico, de ambos os pais, na vida dos seus filhos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O malabarismo no masculino

CATIA SANTOS | PSICOLOGA, AREA DE PSICOLOGIA CLINICA

O mundo está em mudança. E isso não é necessariamente uma coisa má. Pelo contrário, a mudança pode ser vista com um catalisador do maravilhoso e do fantástico. Falámos de mulheres, ou melhor, super mulheres, e da sua dificuldade ou facilidade, mais uma vez uma questão de perspectiva, em conciliar a família e o trabalho. E permanece a questão, então e os homens? Será que vêm mesmo de outro planeta, ou partilham algo em comum com as mulheres? As últimas estatísticas de estudos realizados em Portugal1 dizem-nos que a percentagem de homens que escolhe ficar em casa com os filhos após o nascimento destes (em licença de paternidade) é, ainda, pequena (25%). O estudo acrescenta que "toda a gente sabe que quem se ausenta do local de trabalho para cuidar dos filhos é discriminado em termos de promoções e de ordenados e os homens não querem suportar esses sacrifícios.". E aqui podemos fazer uma ponte com o artigo publicado anteriormente, e encontramos uma semelhança relativamente às mulheres, a discriminação no local de trabalho.
Porém, estamos perante um aspecto que nos capta a atenção, a mudança de rumo. Os homens, ainda que timidamente, vão mostrando-se interessados em estar mais presentes para os filhos, em serem bons pais e bons profissionais. O seu papel tem sido cada vez mais relevante no desenvolvimento das crianças, sendo os pais reconhecidos como figuras activas e contentoras dos filhos, participando nas rotinas e nas actividades que constituem o quotidiano da vida em família. 2
A conciliação entre a família e o trabalho caracteriza-se por três aspectos principais: tempo, envolvimento e satisfação. O homem é capaz de ser bom pai e trabalhador quando consegue dedicar o mesmo tempo aos dois grandes papéis sociais. No que diz respeito ao envolvimento implica que haja um interesse genuíno e dedicação tanto na família como no trabalho. E, por fim, caracteriza-se por um nível de satisfação no desempenho dos papéis de pai e trabalhador. Considera-se que quando esta conciliação é bem conseguida, o bem-estar é igualmente atingindo.3

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Super-mulheres de família

O papel da mulher tem caminhado ao longo de um trilho de grandes mudanças, marcado por um aumento exponencial de exigências. É-lhe cada vez mais solicitado que se transforme em super-mulher e que mantenha, em todas as situações, estampado no rosto um sorriso igual ao do super-homem.

Mas aquilo que a sociedade se esquece, ou faz por esquecer, é que mesmo esta personagem tem uma fraqueza principal, a chamada Kryptonite, que absorve os seus poderes e a impede de salvar o mundo. E até aqui se vê a evolução dos tempos. Para a mulher não é apenas uma substância que absorve as suas capacidades, mas várias. O stress, o trabalho e as tarefas domésticas são os principais perigos que enfrenta quando tenta salvar o seu mundo e ser mais, e melhor, para a sua família.